Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Maio, 2006

No próximo dia 3 de Junho, sábado, poderão encontrar uma roda viva dos participantes e editores da revista Bang! que vos convidam a estarem presentes para uma troca de ideias com boa disposição e livros à mistura.

Junto ao pavilhão 182, da editora Saída de Emergência/Fio da Navalha, poderão encontrar, das 16 às 18h, em amena conversa os autores Ágata Ramos, David Soares, João Ventura, Luís Filipe Silva e Vasco Curado, que nas páginas da revista BANG! têm dado ao conhecimento dos leitores novos e excitantes contos fantásticos.

A BANG!, actualmente a única revista portuguesa dedicada à literatura de aventura e fantástico, convida-vos a participarem nesta iniciativa, a trocarem impressões com os autores, a autografarem os vossos exemplares da revista, enfim… a participarem da conspiração.

Site da Bang!

Advertisement

Read Full Post »

Desde muito cedo o universo do fantástico esteve ligado intrinsecamente ao universo dos jogos. É através destes que muitas pessoas tiveram o seu primeiro contacto com o mundo do maravilhoso e fantástico. E embora façam parte da infância e adolescência, existem na actualidade muitos jogos desenhados de raiz para públicos de idade adulta.

Jogos complexos de interpretação de personagens, conhecidos no meio como Role-playing Games, permitem-nos encarnar personagens nas mais diferentes épocas e ambientes. Jogos de tabuleiro levam-nos muito além do tradicional Monopoly e Xadrez até a ambientes estranhos onde podemos criar todo um novo mundo com os seus planetas e personagens ou até mesmo realizar a reconstituição de conflitos históricos que marcaram a nossa era.

Tudo isto é muito conhecido no estrangeiro e já há muito que foi ultrapassado o estigma de serem meramente jogos para crianças. Mas em Portugal o cenário é diferente. Apesar de existirem alguns nichos onde se aposta em jogos alternativos, não existe nada a nível organizativo para divulgar e promover eventos. Visto os jogos estarem profundamente enraizados dentro do Fantástico, surgiu a iniciativa da parte da Épica, como associação nacional que visa promover o dito, criar um departamento para tentar colmatar esta falta.

Ao cargo de um triunvirato composto por Rogério Ribeiro, Phillip Moringer e Bruno Jacinto, este departamento irá preparar e realizar eventos de divulgação de diversos jogos, em colaboração com pessoas ligadas a este meio. Toda a ajuda será benvinda, podendo qualquer sugestão ou projecto ser remetido para epicapt@gmail.com

Read Full Post »

O nº13 da revista Ficções tem a particularidade de resultar na quase totalidade de uma Oficina de Tradução Literária. Entre os trabalhos apresentados, podem ser encontradas traduções de vários autores de literatura fantástica.

Do inglês M. John Harrison, um hábil manipulador e perversor dos clichés dentro do género, Luís Rodrigues apresenta-nos Egnaro, uma espiral de conspirações na busca de um país elusivo que se escapa entre os nossos dedos.

Ana Gomes traz-nos A Menina Grande do Papá, de Ursula K. LeGuin. Mais lida entre nós por romances de fantasia, como O Ciclo Terramar, e de ficção científica, como A Mão Esquerda das Trevas, LeGuin desvenda neste conto uma fantasia urbana cimentada na relação de amizade de duas irmãs.

Bem conhecida pela sua ligação às ghost stories, Antonia S. Byatt descreve em Cristo em Casa de Marta e de Maria, com tradução de Sara Fevereiro, uma história realista em que o Fantástico provém da maneira como a Arte pode modificar a percepção que temos de nós próprios e do que nos rodeia.

Read Full Post »

Motivos de interesse para os leitores do Fantástico na edição de Maio da revista literária Os Meus Livros:

– Dossiê especial (e tema principal de capa) sobre Jorge Luis Borges, da autoria de João Morales, ilustração de André Kano e intervenções de Alejandro Vaccaro, Enrique Vila-Matas, Zoran Zivkovic e Rhys Hughes.

– Resenhas:
i) Uma Nova História Universal da Infâmia, de Rhys Hughes, por Filipe d’Avillez.
ii) Além, de JK Huysmans, por Mônica Maia.
iii) The Ring – O Aviso, de Koji Suzuki, por João Seixas.
iv) Roma Eterna, de Robert Silverbeg, por João Seixas.

– Na crónica “Livros para Adolescentes”, Inês Teixeira-Botelho fala de Os Domadores de Dragões I – Perigo no Mundo Virtual, de Emma Maree Urquart.

– Na crónica final, Rui Tavares fala de Stanislaw Lem, autor polaco recentemente falecido.

Read Full Post »

Na semana passada, a FNAC Chiado promoveu um ciclo dedicado à cultura e literatura grega, o qual contou com a presença do escritor Panos Karnezis. Nascido na Grécia em 1967, vive em Londres desde 1992 onde decidiu enveredar pelo caminho da escrita. O seu primeiro livro de contos, originalmente publicado em inglês, recebeu o título de Pequenas Grandes Infâmias (Little Infamies) e levou a crítica a considerá-lo como a nova revelação literária do ano.
Karnezis

O autor descreve a colectânea como uma colecção de histórias interligadas que se passam num lugar imaginário. Algumas referências históricas ou outras, indicam que as histórias têm lugar, algures na Grécia e algures depois da IIª Guerra Mundial e antes dos anos 70.

Usando como palco a Grécia onde viveu e nasceu, Karnezis desenvolve uma galeria de personagens ímpares que se cruzam com o seu coro de inimizades e segredos: o padre que perdeu a fé na sua comunidade, a vendedora de aves que defende a felicidade pelo cativeiro, o delicado empregado de bar ex-haltereofilista, convivem com centauros, sereias e outras personagens da mitologia.

O novo livro de Panos Karnezis foi também publicado pela Cavalo de Ferro, O Labirinto, a sua visão imaginária sobre o conflito catastrófico entre a Grécia e Turquia.

(…) procuro escrever de uma forma universal, ou seja, não é preciso conhecer a Grécia, a sua história ou cultura, para ler os meus contos. São histórias que poderiam ter lugar até mesmo em Portugal.

Palavras de um autor que já atingiu a tabela de livros mais vendidos do Reino Unido e cuja voz original e contemporânea já foi traduzida para mais de quinze línguas, trazendo-lhe inclusivé a fama no seu país natal.

Panos Karnezis estará presente na feira do livro de Lisboa a 25 de Maio, pelas 18.30.

Read Full Post »

ImagineFX é uma revista inglesa surgida em Fevereiro deste ano, dedicada exclusivamente à arte digital de temática fantástica.
Constituída por galerias de arte e entrevistas, tutoriais e resenhas, esta revista apela pelo seu conteúdo aos profissionais, alunos e amadores talentosos da área, e pela sua exuberante qualidade gráfica ao apreciador em geral do fantástico.

No número do corrente mês de Maio (disponível em Portugal em lojas especializadas em revistas estrangeiras, como Tema e Yellows), destacamos a galeria do português Tiago M. da Silva (pág. 20). O Tiago, que assina geralmente os seus trabalhos como Grafik, tem-se tornado mais visível no mercado nacional desde que passou a ilustrar as capas da colecção Via Láctea, da Editorial Presença.
O site oficial do Tiago da Silva pode ser encontrado aqui.

Read Full Post »

António de Macedo, escritor e realizador de cinema, acaba de ver publicada a sua noveleta Entre Horizontes no número 2 (Abril 2006) da revista romena de literatura fantástica FICTION.RO.

A noveleta, agora traduzida por Mihai Dan Pavlescu com o título Între Orizonturi, foi originalmente publicada, em português e inglês, na antologia Fronteiras (1998; ed. Simetria).

A FICTION.RO é uma revista lançada recentemente pela editora romena Editurii Tritonic, para apoiar a sua colecção de livros de literatura fantástica.

Read Full Post »

Recentemente a editora Gailivro publicou mais uma autora na colecção Jovens Talentos. Chama-se Madalena Santos e lançou no passado dia 21 de Abril, no fórum da Maia, o livro Terras de Corza – O Décimo Terceiro Poder.

Esta jovem autora nasceu em Maio de 1987 e é natural da Maia. É estudante na Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Concluiu com distinção o curso de teclado electrónico na Escola de Música Fernando Carneiro. Participou em concursos literários do Jornal Comércio do Porto, na secção Cantinho do Nicolau, sendo publicados os seus trabalhos.

Foi Interact do Clube Rotary de Ermesinde, no momento é voluntária de Apoio Geral da Cruz Vermelha, Núcleo da Maia, e membro do Banco do Tempo de Valongo.

Por ocasião do lançamento do livro, a Épica decidiu entrevistar a Madalena Santos.

Safaa Dib – O livro Terras de Corza – O Décimo Terceiro Poder foi lançado no passado dia 21 de Abril no Fórum da Maia. Correu bem o lançamento? Planeiam outros lançamentos no país?

Madalena Santos – O lançamento superou as minhas expectativas. Foi à noite e chovia torrencialmente, mesmo assim a adesão foi óptima e os presentes, no final, mostraram-se muito satisfeitos com a apresentação. Foi projectada uma apresentação em PowerPoint, acompanhada por música de impacto, que introduziu brevemente a história do livro; de seguida, desenrolou-se uma dramatização de dois excertos do livro, representada por alguns meus amigos (e orientada pelo encenador Sr. Carlos Frazão), que abrangeram quer sentimentos tristes de uma morte iminente de um familiar muito próximo quer a adrenalina dos momentos anteriores a uma batalha; por fim, foi a vez da mesa de honra, preenchida, para além da minha pessoa, pelo Historiador Dr. Maia Marques – que fez um longo e detalhado comentário – , pela Representante da Editora Dr.ª Maria Fernanda Tapada e pelo Presidente da Câmara Municipal da Maia, Eng.º António Gonçalves Bragança Fernandes.

Foi um evento planeado atempadamente, de modo a procurar um pouco de originalidade, a fim de quebrar a usual palestra através de imagens e sons sugestivos.

É intenção nossa fazer novas apresentações em vários pontos do país; está-se a pensar em visitar a capital e a experimentar mais vezes a dramatização em vários lugares. Acho que descobri quatro verdadeiros actores na Faculdade de Direito.

Aproveito então para anunciar a apresentação – com dramatização e intervenção do Dr. Maia Marques – que se realizará no Auditório da Feira do Livro do Porto, pelas 21H30 do dia 27 de Maio.

O que podem os leitores esperar encontrar em Terras de Corza – O Décimo Terceiro Poder?

O Décimo Terceiro Poder é uma história que se debruça na vida de uma donzela de Corte, Neferlöen, que, devido à conjuntura do momento, se viu subitamente nomeada Dama de Guerra, pronta a representar o seu pai adoptivo, o Rei de Levionda, nas terras meridionais do reino. As Terras de Corza são vítimas de um inimigo cuja identidade é desconhecida. Vulgarmente tratados por Intrusos de Negro, esses guerreiros pretendem reunir todos os tronos das Terras de Corza num só homem. A Neferlöen foi incumbida a responsabilidade de os derrotar e identificar esse desconhecido. Entretanto, surgem vários problemas que vão desde crises dinásticas a segredos familiares de várias gerações. Neferlöen destaca-se como uma verdadeira líder, que terá de enfrentar um mundo masculino, mas surpreendendo com a sua ousadia e determinação. O seu destino cruza-se com o amor, uma relação que, no final, será crucial quer para a realização da personagem quer para o término de todo o enredo.

Fala-nos um pouco acerca do processo da escrita e publicação. Foi fácil publicar o livro?

Foi tudo um imprevisto muito agradável. Comecei a escrever aos doze anos; até aí eram pequenas histórias, que passavam pela banda desenhada ou por rimas. Mas nessa idade irrompeu um grupo de personagens às quais dediquei cerca de três anos. A história desenvolvia-se num mundo completamente fantástico, numa dimensão paralela com elementos mágicos, que atingiu o tamanho de dois livros e um pouco mais. Mas aos quinze anos já não me identificava com o que escrevia: a minha linguagem escrita tinha evoluído, as influências do que lia na altura eram expressivas, eu sabia que era capaz de melhor. Foi então que larguei todo esse projecto quando, por acaso, as Terras de Corza nasceram. Durante quase dois anos trabalhei n’O Décimo Terceiro Poder e finalmente estava satisfeita com o resultado. (Em pequenos intervalos desta criação, concedi algum tempo a pequenos contos policiais e de suspense, bem sombrios.) Ao fim desse tempo, o monte de papelada parou numa estante, pronto a ser esquecido, não passando de uma invenção minha, sobre a qual só pousaram os olhos da minha irmã. Algum tempo depois, a minha família, em especial o meu pai, sugeriu-me que enviasse a obra para alguma editora, mais na intenção de conhecer a opinião profissional, no intuito de corrigir as minhas falhas. Isto no final do ano de 2004. Enviei então unicamente para uma editora, as Edições Gailivro. Para minha grande surpresa, em escassos meses recebi um telefonema da Editora, que estava disposta a apostar na minha criação. Estou extremamente agradecida à Gailivro, porque, para além de ter analisado profundamente o livro, achou-o digno de publicação. E, efectivamente, a brevidade foi de louvar.
Concretizava-se um sonho que achava inatingível.

Terras de Corza faz parte da colecção “Jovens Talentos” que publicou Christopher Paolini e Inês Botelho. Notei, no entanto, que o livro foi designado como um romance de cavalaria e não fantasia. Porquê esta opção?

Apesar das Terras de Corza serem um espaço completamente inventado, o ambiente vivido pelas personagens é reflexo de uma Idade Média na Europa mediterrânica. Como se tudo o que acontece a Neferlöen pudesse ter acontecido na época medieval europeia, porque não se registam magias ou seres fantásticos, nem roupagens ou armas desconhecidas. Não tem os elementos habituais e tão característicos do livro de fantasia.

Como explicas esse fascínio pelo medievalismo na literatura fantástica existente em muitas obras pertencentes ao género, inclusivé na tua própria obra?

A época medieval é considerada uma altura de trevas, em que o mais forte imperava e os outros se submetiam a uma vida cruel. Mas a Idade Média é também recheada de elementos de um ambiente propício a grandes aventuras, em que o homem conta unicamente com a sua força física e a sua perspicácia, enfrentando olhos nos olhos os seus medos e os maiores obstáculos da sua vida, liberto de regras quando viaja, sufocado pelas manipulações e conspirações quando se encontra nos centros do Poder. Esse tipo de contraste proporciona oportunidades únicas em que se pode criar narrações sem fim. Para complementar, a mentalidade supersticiosa da altura conduz-nos ao mito e ao medo perante o desconhecido. Ninguém tinha coragem de fugir à vida quotidiana; aqueles que avançam, destemidos, eram heróis que descobriam novos mundos. Todo esse aroma épico de cavalgadas em terras aradas por alfaias de madeira e de devaneios nos corredores abastados dos poderosos, misturado com as crenças metafísicas, ajuda a dar um passo a caminho do fantástico. Realiza-se assim um abandono do habitual para aquilo que a mente humana tanto cultiva: a imaginação está sempre pronta a saborear o que não descobre pelos cinco sentidos. Antes da Época Clássica, é demasiado primitivo e desconhecido; a Antiguidade é riquíssima mas o seu ambiente é muito rígido; as eras posteriores à Idade Média têm relatos e crónicas cada vez mais completas, não deixando muitas lacunas para a imaginação completar. É a época ideal para servir de alicerce num mundo fantástico.

corza

A personagem principal é uma donzela que “não se trata de uma Joana D’Arc, mas de uma figura assumidamente mulher que demonstra a força da sua coragem e da sua inteligência em múltiplas situações até à vitória final”. Este livro pode também ser entendido como uma homenagem às mulheres?

Realmente, louvar as virtudes de uma mulher numa época tão pouco feminina – em termos de poderio – pode homenagear as mulheres, mas a ideia era criar uma personagem completa e polémica; ser mulher num mundo de homens faculta diversos modos de enriquecer a intriga, os atritos florescem a todo o momento, complicando a toda a hora o destino da personagem. Não é a ideia primordial, mas de facto o enredo reconhece a força da mulher, que esteve e está sempre presente, só foi ofuscada pelas mentalidades, mas nunca esteve extinta.

O que é um bom livro de literatura fantástica para ti?

O que qualquer bom livro deve ser: tem de convencer o leitor que está a viver a história, que é verdade, fazendo-o deixar a realidade para se sentir na pele das personagens ou como um observador muito próximo. A literatura fantástica conta com a particularidade de lutar contra o ridículo; tantas invenções podem cair numa rotina pouco original e pouco convincente. E normalmente se desenvolve num universo inédito, logo a articulação de todos os pormenores deve exaustivamente formar um verdadeiro mundo. É essa a riqueza deste estilo.

Que autores nomearias como influências na tua escrita?

Pelo menos comigo, há livros que marcam alturas. Era muito nova quando Dentes de Rato, de Agustina Bessa-Luís, quebrou uma torrente de livros de Uma Aventura e Os Cincos e outros similares para me fazer descobrir um ambiente novo, que tanto me intrigou como me cativou. Mais tarde, quando ainda ninguém conhecia, fui mordida pelo bicho do Harry Potter. Entretanto, comecei a ter uma tendência cada vez mais acentuada em direcção aos históricos. Ainda a obra de Juliet Marillier e, em especial, a sua trilogia Sevenwaters, me deixou um gosto específico pela cultura celta. J. R. R. Tolkien também passou pelas minhas mãos com distinção. Actualmente estou enfeitiçada pela escrita de Umberto Eco e ando a vaguear na leitura de Steven Saylor.

A minha escrita tem pequenos retalhos de todas as vivências que tenho. É o contacto com os amigos e a realidade mundial que me inspiram. A História do Mundo é a minha maior influência. Evidentemente que sentimentos suscitados numa ou noutra leitura me influenciaram, por isso, nomeio Juliet Marillier pela profundidade das personagens e J. R. R. Tolkien e Umberto Eco pelos universos grandiosos e absolutos que criaram nas suas obras. Esses são dois objectivos cruciais na minha actividade.

Gostaria que partilhasses connosco a tua opinião sobre o panorama editorial do fantástico português. Achas que passamos por uma boa fase com bons autores? Ou poderiam as editoras fazer um melhor trabalho?

O fantástico português digladia-se com um historial estrangeiro de renome e muito conhecido. Quando se fala de fantástico, todos se lembram de Tolkien ou C. S. Lewis e esquecem-se de que antes deles havia a mitologia que os inspirou. Depois há ainda o preconceito tão português de que o que é estrangeiro é que é bom, os portugueses só imitam as suas criações. Também acho que cada vez mais se encontra por aí livros publicados que precisavam de um tratamento mais cuidado, isto é, que ainda há alguma imaturidade na escrita dos respectivos autores. O filtro contra as influências de outros livros – conhecidos ou não – devia ser mais exigente, porque, por vezes, há autores com bons trabalhos que não têm oportunidade de divulgação porque outros, com menos brilhantismo, decepcionam e cansam um público fiel ao marketing. Quer em Portugal, quer noutros países, há bons e maus autores e boas ou más escolhas por parte das editoras. O factor humano nessas empresas é falível, como em qualquer situação, mas penso que somos capazes de maior eficiência. Há que apostar no bom produto português. A sujeição à publicidade e à disposição nas livrarias nem sempre é positiva, o esquema tem de ser revisto, dando prioridade à produção nacional.

Já que referi a localização dos livros nas lojas, vou comentar a situação da Colecção Jovens Talentos: os livros que a constituem estão reduzidos à secção infantil, quando o público-alvo é o jovem/adulto. Christopher Paolini tem cativado muita gente de várias idades, Inês Botelho tem expressado a falta de flexibilidade na mudança dos livros para um local mais apropriado e o meu está destinado ao mesmo fim. Mesmo estando escrito no próprio livro que é próprio para leitores jovens/adultos, foi encaminhado para a parte infantil. Muita gente não vai à secção infantil, ou porque desconhecem que lá param livros não destinados a crianças ou porque não querem ser vistos e confundidos com leitura infantil. É um ponto negativo que gostaria de frisar.

Que conselhos darias a uma pessoa que queira ver o seu manuscrito publicado?

Nem sempre é à primeira que o que escrevemos é suficientemente bom para satisfazer a nós próprios e aos outros. É necessário ruminar no que escrevemos durante bastante tempo e as correcções devem ser feitas com cabeça fria e de modo exigente. A partir de um momento, difícil de definir, não dá para adicionar mais pormenores; só se procede ao aperfeiçoamento tipográfico, porque acrescentar significa quebrar a homogeneidade da história. Depois, é um golpe de sorte e de determinação o envio a uma editora. A partir daí não está nas mãos do autor; é esperar pacientemente. Se não resultar à primeira, há dezenas de editoras para experimentar. Há casos famosos e flagrantes que mostram como o já referido factor humano falha, sem intenção.

Já tens planos de escrita para o futuro ?

As Terras de Corza vão prosseguir em mais três livros de histórias independentes. O próximo já está praticamente pronto e desencadeia-se num ambiente de Absolutismo decadente. O terceiro já tem algumas páginas e situa-se num “século XVIII/XIX” das Terras de Corza. O último provavelmente vai explicar como surgiram as Terras, quem é afinal Corza. Depois… ainda está por definir.

Muito obrigado por teres aceite conceder esta entrevista, Madalena. Parabéns e os nossos votos de sucesso.

Eu é que agradeço à Épica por todo o apoio que tem dado a este tipo de literatura.
Obrigada!

Read Full Post »

A Revista FORUM ESTUDANTE PROCURA JOVENS ESCRITORES

Caros amigos e amigas, uma vez que a FORUM comemora, em 2006, 15 anos, temos um ano de surpresas para vocês!!!
E a primeira é já esta: até dia 31 de Agosto de 2006 tens de nos enviar os teus textos fantásticos, tirados do teu imaginário… Um género de literatura tipo “Harry Potter”, “Eldest” ou o “Senhor dos Anéis”. Ou seja, trata-se de um concurso de literatura fantástica, em que os vencedores verão a sua história editada em livro!!!

Portanto, trata de pôr as mãos a trabalhar, e escreve… escreve… escreve… Ou então, caso já tenhas algum texto escrito e guardado na gaveta, tens o trabalho facilitado… é só enviar. O importante é que seja um texto inédito, nunca antes publicado e que tenha sido escrito por ti. E depois, é só começares a preparar-te para ver o livro a ser vendido nas bancas. Então, que achas?!

REGULAMENTO

Objectivo
a. Criar e/ou consolidar hábitos de leitura e escrita.
b. Promover a escrita criativa.
c. Divulgar jovens autores portugueses.

Como participar?
» O concurso consiste no envio de um texto, sem limite de páginas, que dará origem a um livro com a compilação das melhores histórias. A história tem de ser do género fantástico, tomando por exemplo o “Harry Potter” o “Senhor dos Anéis” ou o “Eldest”, entre outros.

Concorrentes
» Podem participar todas as pessoas com idade igual ou inferior a 21 anos.

Sobre o trabalho
» Cada candidato só pode apresentar um trabalho.
» Os textos deverão ser enviados por correio postal ou entregues, em envelope fechado, identificado com o pseudónimo do autor, directamente na FORUM ESTUDANTE, com a indicação de: Concurso Jovem Escritor, contendo no interior:
1. Uma disquete ou cd com o texto original [em formato Microsoft Word for Windows (.DOC) ou Rich Text Format (.RTF)
2. Um envelope fechado com as indicações pessoais (nome, morada, data de nascimento, estabelecimento de ensino que frequenta no ano lectivo 2005/2006, ano de escolaridade, endereço de correio electrónico e número de telefone) do candidato. No exterior deste envelope deve também constar o pseudónimo do autor.

Calendário
» Serão aceites todos os trabalhos recebidos até 31 de Agosto de 2006, sendo válido o carimbo dos correios com esta data.

Os critérios de apreciação serão os seguintes:
» criatividade / inovação;
» qualidade literária;
» organização;
» coerência e coesão do texto;
» obediência às características do género em questão.

Divulgação
» Os vencedores serão contactados por correio postal, electrónico ou telefone.

Entrega dos prémios
» A cerimónia de entrega dos prémios realizar-se-á no mês de Novembro de 2006.

Júri
» O Júri será oportunamente divulgado.
» Da decisão do Júri não haverá recurso.

Prémios
» Todos os concorrentes participantes no concurso receberão um Certificado de Participação.
» Os vencedores terão a sua história editada em livro.

Direitos intelectuais / Direitos de autor
» Só poderão ser submetidos a concurso textos inéditos, pelo que qualquer indício de plágio será punível com a desqualificação da obra.

Morada de recepção dos trabalhos:
Press Forum, Comunicação Social, AS
Travessa das Pedras Negras, 1 – 4º
1100-404 Lisboa

Read Full Post »

Já disponível há algumas semanas, destacamos o lançamento de As fabulosas Aventuras de Salomão Kane de Robert E. Howard pela Saída de Emergência. A mesma editora já lançara no ano passado Conan – A Rainha da Costa Negra sobre as aventuras do famoso guerreiro da Ciméria.
atwood

Agora, num radical distanciamento do herói guerreiro protótipo, Howard, considerado uma das figuras mais relevantes do sub-género sword and sorcery, cria a figura enigmática de Salomão Kane, um puritano do séc. XVI que desbrava territórios longínquos em combate contra o mal e, de certa forma, reminiscente de outras personagens ficcionais como Allan Quatermain e Van Helsing. Como a maioria das criações do autor, as aventuras de Kane foram inicialmente publicadas na revista Weird Tales e constitui uma das criações mais originais de Robert E. Howard.

Salomão Kane é uma das personagens mais carismáticas e apaixonantes da literatura fantástica. As suas aventuras estendem-se da Inglaterra do século XVI às florestas remotas de África, onde nenhum homem branco alguma vez colocara o pé. Esta é a saga de um homem destinado a combater fantasmas vingativos, demónios sanguinários e a mais negra magia, armado apenas com a sua espada e a sua fé.

A edição portuguesa inclui os contos As Caveiras nas Estrelas, A Mão Direita do Destino, O Chocalhar de Ossos, A Lua de Caveiras, As Colinas dos Mortos, Asas na Noite, Os Passos no Interior e O Regresso a Casa de Salomão Kane.

Um clássico a não perder.

Saída de Emergência P.V.P.: 15.96€

Read Full Post »

Older Posts »