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Archive for Dezembro, 2005

No âmbito da 2ª Feira de Astronomia e Ciência, organizada pelo Nuclio na Marina de Cascais, terá lugar no dia 17 de Dezembro, sábado, pelas 18:30, a palestra Os sonhos e os pesadelos de Einstein: a Ciência e a Ficção Científica, por Orfeu Bertolami (Instituto Superior Técnico).

Durante os três dias da Feira, o visitante poderá encontrar livros de Astronomia e Ciência, equipamentos astronómicos e um simulador de vôo. Também serão realizadas palestras, oficinas de Astronomia, lançamento de microfoguetes e foguetões de água e outras actividades para os mais jovens. O público poderá ainda participar em sessões de observação do Sol e sessões de observação do céu nocturno. A entrada é livre.

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Colectivo liderado pelo vocalista português Adolfo Luxúria Canibal e pelo percussionista/maquinista sonoro Benjamin Brejon, Mécanosphère tem-se destacado pelas suas gravações e actuações inclassifícaveis, algures na encruzilhada entre electrónica e acústica, poesia experimental e caos rock, free jazz e ficção cientifica, hip hop sónico e música concreta……

No âmbito do ciclo “Michel Foucault – Lei, Segurança e Disciplina” dedicado aos 30 anos de “Vigiar e Punir”, que decorre até ao fim de Dezembro no Instituto Franco-Português, Mécanosphère confronta leituras do Panopticon de Jeremy Bentham e do Livro das Máquinas de Samuel Butler com manipulações de gravações das vozes de Foucault e J.G Ballard.
Hoje, quinta-feira, dia 15, pelas 22:00 (entrada: 5 euros).

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Uma das mais amadas séries de fantasia, a saga Earthsea (Terramar) de Ursula Le Guin, vai ser transformada numa animação dos estúdios Ghibli. A realização está a cargo de Goro Miyazaki, filho de Hayao Miyazaki.

Com o título Gedo Senko, que poderia ser traduzido como a história militar de Gedo, o filme irá girar em torno da figura do feiticeiro Ged, misturando vários episódios da sua vida, retratados ao longo dos primeiros três volumes.

Relembre-se que a série é composta por cinco volumes, todos já disponíveis na língua portuguesa pela Editorial Presença, e tinha já sido adaptada para uma mini-série televisiva que foi publicamente repudiada pela autora. De acordo com fontes japonesas, Miyazaki assegurou os direitos num encontro que teve com Ursula Le Guin, aquando a sua visita aos Estados Unidos, por ocasião da estreia de Howl’s Moving Castle.

A estreia no Japão está prevista para Julho de 2006.

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Bret Easton Ellis é um nome que desperta fortes reacções da parte de uma crítica geralmente dividida entre elogios rasgados e desprezo pela sua prosa niilista e vácua.
Lunar Park
Cinco livros publicados ao longo de vinte anos foram o suficiente para aclamá-lo como um dos autores americanos mais controversos e alvo de disputas acérrimas em torno do seu contributo literário.

Natural de Los Angeles, frequentemente um local que serve de cenário distópico nos seus romances, ainda era um estudante quando publicou, em 1985, Less Than Zero (Menos que Zero), sobre um grupo de jovens estudantes cujas vidas giram em torno de drogas e sexo. O romance foi bem recebido no mundo literário nova-iorquino, tanto que Ellis lança, na sua sequência, The Rules of Attraction (As Regras da Atracção), adaptado para filme por Roger Avary, em 2002.

Em 1991, Ellis tornou-se o centro das atenções pelo romance American Psycho, a história de um yuppie dos anos 80 que, enquanto de dia faz a sua fortuna em Wall Street, durante a noite transforma-se num serial killer capaz das maiores atrocidades. A violência brutal do livro que prefigura o vazio de uma cultura americana que teve lugar na década de 80, fez com que fosse inicialmente recusado pelas editoras, até ser finalmente publicado, tornando-se actualmente uma obra com estatuto de culto. Muito também contribuiu para o sucesso a adaptação cinematográfica de 2000, com Christian Bale no papel do psicopata americano, Patrick Bateman.

Após um discreto livro de contos, The Informers (Os Confidentes), em 1998, foi lançado Glamorama, uma sátira da sociedade com uma boa dose de violência e humor negro.

Surge agora Lunar Park, um romance decididamente marcado pela temática do horror psiológico e sobrenatural. Como o autor afirma numa entrevista no seu site,enquanto criança, sempre tive um grande fascínio e fui influenciado por comics e Stephen King – como a maioria dos rapazes da minha idade – e sempre quis escrever um livro que lidasse com o sobrenatural.

Ellis cria uma ficção em torno de si próprio, como personagem central da história, e vai de surpresa em surpresa, misturando a comédia com um horror em crescendo (quer psicológico que sobrenatural), numa espantosa reflexão sobre o amor e a perda, os pais e os filhos, naquele que é, sem dúvida, o livro mais tocante e mais original de uma extraordinária carreira.

Já à venda nas livrarias portuguesas, pelo preço de 25euros, com chancela da Editorial Teorema.

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E enquanto não sai a nossa própria crónica e respectiva galeria de fotografias sobre o evento do passado Novembro, eis que nos chegam ao conhecimento dois textos distintos que nos dão o seu parecer.

Na edição de Dezembro da revista Os Meus Livros, João Seixas, um dos participantes do Fórum em várias comunicações, expõe, em três páginas, o seu relato do que presenciou ao longo dos quatro dias, com destaque a dois autores que tiveram a amabilidade de conceder algumas palavras à revista, Nick Sagan e Paul J. McAuley.

De terras vizinhas, chega-nos também a crónica de Francisco Gimeno, autor da comunicação A República do Céu: Pegadas de Milton e Blake na trilogia His Dark Materials de Phillip Pullman, crónica essa publicada no site sitio de ciencia-ficción, vencedor no último ano de prémio de melhor site espanhol dedicado a FC, e onde elabora um longo e aprofundado comentário sobre o evento, respectiva organização e comunicações a que teve a oportunidade de assistir.

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Foram efectuadas no passado dia 13 de Novembro as primeiras eleições para os corpos sociais da Épica – Associação Portuguesa do Fantástico nas Artes, que passou a ter a seguinte constituição:

Direcção:

Rogério Ribeiro (Presidente)
Safaa Dib (Vice-Presidente)
Isabel Penteado (Tesoureira)
João Cristovão
João Ventura


Conselho Fiscal:

Luís Filipe Silva (Presidente)
Luís Rodrigues
Phillip Moringer

Mesa da Assembleia:

João Seixas (Presidente)
João Barreiros
Bruno Jacinto

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Um leitor atento não poderá deixar de notar o número crescente de incursões de grandes romancistas pelo território fértil do fantástico. Autores não habituados a explorar os sub-géneros da ficção científica, história alternativa, realismo mágico, horror ou outros, têm vindo sucessivamente a escolher a vitalidade e frescura desse campo como placo para as suas ficções. Seria interessante interrogar o porquê dessa opção, fruto talvez das ilimitadas possibilidades abertas pela literatura fantástica.

Phillip Roth

Escritores como Michael Cunningham, com o seu romance Dias Exemplares (sobre este autor, consultar um artigo da minha autoria aqui), ou Bret Easton Ellis com Lunar Park, ou mesmo Kazuo Ishiguro com Nunca me Deixes são bons exemplos dessa tendência que se tem vindo a observar nos últimos anos.

A Conspiração Contra a América foi outro livro que se destacou em 2004, da autoria do judeu norte-americano Philip Roth. O facto de ser judeu poderia ser irrelevante, não fosse um factor importante na biografia do escritor e um elemento fundamental presente nos seus livros. Filho de um austro-húngaro judeu imigrante, cresceu em Newark, New Jersey, e mais tarde continuou os estudos em Chicago, onde viria a conhecer o seu mentor, Saul Bellow.

Em 1959, Philip Roth alcançou a fama com o seu primeiro romance Goodbye, Colombus, a descrição da vida de uma família judia da classe média, vencedor do National Book Award. No entanto, foi com Portnoy’s Complaint, publicado dez anos depois, que Roth estabeleceu a sua reputação. O romance, acusado por muitos de sexualmente explícito e ofensivo, representa muito o estilo que Roth viria a a adoptar posteriormente, definido como agressivo, mordaz e controverso, granjeando-lhe inúmeros prémios ao longo das décadas.

A Conspiração Contra a América, vencedor do Sidewise Award for Alternate History, parte da premissa O que teria acontecido nos EUA e no mundo se o célebre aviador de ideias anti-semitas Charles Lindbergh se tivesse apresentado às eleições em 1940 e tivesse derrotado Franklin Roosevelt?

Construindo um relato ficcional em torno da sua própria família, Roth descreve o que representou para si e para milhares de americanos a ameaçadora administração Lindbergh. Na luta pela sobrevivência numa América fascista, são retratadas, de forma polémica, figuras históricas políticas decisivas nos EU, durante os anos da Guerra Mundial. Apesar da veemente recusa de Philip Roth em elaborar paralelismos com a actual situação política norte-americana, muitos consideram o livro como forma de protesto pela actuação política da administração Bush contra minorias étnicas.

Uma forte mensagem de consciencialização social e política apresentada por Philip Roth aos seus leitores, agora acessível em Portugal, com chancela da editora D. Quixote.

Dom Quixote – P.V.P.: 21euros

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